Retinopatia Diabética

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O Diabetes é uma doença de evolução crônica, na qual há falta total ou parcial de insulina e, daí, excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia). Isso produz uma série de alterações nos vasos sanguíneos em todo o corpo, causando alterações renais (nefropatia diabética), do coração (cardiopatia diabética), dos nervos (neuropatia diabética) e nos olhos (retinopatia diabética).

Altos níveis de açúcar no sangue podem provocar danos severos nos vasos sanguíneos da retina, a camada nervosa do fundo do olho, responsável por perceber a luz e enviar imagens até o cérebro. O comprometimento do fundo de olho é chamado de Retinopatia Diabética.

A retinopatia diabética é uma grave complicação do diabetes, causada pela obstrução dos vasos sanguíneos da retina. Esses vasos, enfraquecidos pela doença, sangram. As hemorragias se organizam, se retraem, exercem tração sobre esses vasos, que tornam a sangrar.

Essas hemorragias também alteram o vítreo, que vai se retraindo e puxando a retina, descolando-a. Nesse estágio, as coisas já estão mais difíceis, a visão já diminuiu muito e as chances de uma boa recuperação são bem menores.

Outras alterações graves causadas pelo diabetes são: o edema macular (maculopatia diabética), a neuropatia óptica diabética e as obstruções das veias da retina, que produzem acentuada baixa de visão.

As obstruções venosas têm potencial para causar complicações mais graves e dolorosas, como o temível glaucoma neovascular.

A doença pode manifestar-se muitos anos após o diagnóstico da Diabetes, e piorar muito o quadro de evolução com o passar do tempo. É considerada uma doença altamente grave, e pode causar perda visual ou cegueira não reversível se não diagnosticada e tratada a tempo.

Estudos mostram que em cada 20 casos dos pacientes diagnotisticados com Diabetes, 99% dos pacientes portadores de diabetes tipo 1 (insulino dependentes) e 60% dos pacientes portadores de diabetes tipo 2 (não insulino dependentes) vão desenvolver a retinopatia diabética.

Existem dois tipos de retinopatia diabética: a não-proliferativa e a proliferativa.

A retinopatia diabética não proliferativa é o estágio inicial da doença, diagnosticada quando os vasos do fundo do olho já estão danificados, e provocando o chamado edema de mácula diabéito – são hemorragias e vazamento de líquido na retina. Muitos pacientes manifestam a forma leve ou moderada da doença, e podem não apresentar sintomas visuais.

Já a retinopatia diabética proliferativa apresenta maior risco de perda completa e irreversível da visão. Ela é diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico deixam de trazer os nutrientes para o fundo do olho e, por consequência, há formação de vasos anormais que causam o sangramento. Podem desencadear hemorragias vítreas (embaçamento da visão) e descolamento de retina (cicatrizes no vítreo ou na retina).

Causas

A retinopatia e a perda de visão são consequências do diabetes. A gravidade do quadro depende do controle da concentração de açúcar no sangue e do tempo que o indivíduo possui o diabetes.

Na maioria dos casos a retinopatia acontece aproximadamente 10 anos após o início do diagnóstico de diabetes, por isso é importante que o paciente se previna com exames e tratamentos, antes que o quadro se torne irreversível.

Sintomas

A retinopatia não costuma apresentar sintomas em seus estágios iniciais. Ela pode aparecer sem que o paciente perceba qualquer diferença em sua visão.

A piora da acuidade visual só vem com o passar do tempo, e pode levar à cegueira, caso não seja tratada apropriadamente.

O primeiro sintoma a ser identificado é quando há a hemorragia vítrea. Neste ponto, o paciente poderá enxergar pontos de sangue ou manchas flutuantes na visão.

Ao primeiro sinal de visão borrada, ou qualquer outra alteração, procure um oftalmologista.

Conheça um pouco mais sobre Retinopatia Diabética:

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Prevenção

O controle do diabetes pode ajudar nos níveis glicêmicos e retardar o desenvolvimento da retinopatia. O diabético tipo 1 deve fazer um exame oftalmológico nos primeiros cinco anos da data do diagnóstico. O diabético tipo 2 deve fazer este exame na época do diagnóstico.

Para prevenir a Retinopatia Diabética é preciso controlar o diabetes através de alimentação balanceada, atividades físicas e, se necessário, medicamentos prescritos. Manter a pressão arterial e o colesterol controlados também ajudam a evitar a doença. É comprovado que o bom controle da glicose reduz as chances de desenvolver ou progredir a retinopatia diabética.

Exames

O exame de mapeamento de retina é um dos mais importantes para detecção da retinopatia. Simples, rápido e indolor, é ele que vai nos dizer se já existem lesões diabéticas, o estágio em que elas se encontram e qual o tratamento indicado. Essas informações, repassadas ao seu endocrinologista, vão ajudá-lo no controle clínico de sua doença.

Rotina de exames para o diagnóstico da Retinopatia Diabética:

  • Acuidade visual
  • Angiografia Fluoresceínica
  • Biomicroscopia
  • Mapeamento de Retina
  • Retinografia
  • Teste de Visão de Cores
  • Tomografia de Coerência Óptica (OCT)
  • Campimetria Manual
  • Campimetria Computadorizada

Tratamentos

Nós vamos tratar a retinopatia diabética, ou com a fotocoagulação a laser, com injeções intravítreas ou com a vitrectomia. Com a fotocoagulação a laser, nós cauterizamos a retina com um tipo especial de luz, para prevenir sangramentos, destruir os vasos enfraquecidos da retina e evitar, assim, que as lesões progridam. É uma arma muito valiosa, indispensável mesmo, no tratamento da retinopatia diabética.

Além da fotocoagulação a laser, atualmente, dispomos de outros recursos para tratamento das alterações vítreas (hemorragias, por exemplo), do edema macular e das obstruções venosas da retina. O uso de substâncias antinflamatórias e antiangiogênicas (que dificultam o nascimento e crescimento de novos vasos) introduzidas dentro do olho como alguns medicamentos intravenosos revelam – se armas importantes e promissoras no tratamento das alterações vítreas, do edema macular e das obstruções venosas já citadas. E a vitrectomia?

A vitrectomia é uma cirurgia para retirada do vítreo quando ele, organizado e desestruturado, já causou hemorragia vítrea ou descolamento de retina ou ameaça causá-lo. Uma melhora significativa da visão costuma ocorrer em aproximadamente 70% dos pacientes operados.

Nesses próximos anos teremos muitas novidades e o diabetes vai, em breve, sair da lista de inimigo juramentado do homem. Muito já conseguimos, a batalha final está próxima e a vitória será nossa! O pâncreas artificial está sendo intensamente pesquisado.

O transplante de pâncreas é uma possibilidade real e hoje já está sendo realizado em casos selecionados. Os médicos estão tentando uma alternativa: o pâncreas bio – híbrido, que impediria o acesso das células imunológicas capazes de destruí-lo!

Estudos genéticos (identificação de possíveis genes para o diabetes) permitirão ao médico entender melhor e até prevenir o surgimento da doença em pessoas de risco.

E quais são as perspectivas, do ponto de vista estritamente oftalmológico? Sabemos que há substâncias (fatores angiogênicos) que estimulam o aparecimento de novos vasos na retina do diabético: o que precisamos compreender melhor a maneira de como esses fatores atuam e com isso inibir ou anular a ação desses fatores, prevenindo o aparecimento da retinopatia diabética.

Já começamos a usar essas substâncias isolada ou associadamente, e o leque com certeza em breve se abrirá mais. Em suma, existem pesquisas promissoras cujos resultados brevemente estarão ao nosso alcance.

Mas, para que o portador possa se beneficiar delas, futuramente, é necessário que ele esteja atento ao tratamento médico, para evitar, retardar ou reduzir ao máximo as complicações do diabetes.

Procedimentos

  • Fotocoagulação a Laser
  • Injeção Intravítrea de Drogas – Terapia Anti-Angiogênica
  • Retinopexia
  • Vitrectomia
  • Terapia Fotodinâmica com Verteporfirina (PDT)
  • Termoterapia Transpupilar (TTT)

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